Restam-me apenas, 7 dias de faculdade para entrar em pseudo-férias.
Agora, é começar a trabalhar em contra-relógio. Uma frequência a 13, dois trabalhos por começar e entregar a 19 e outro trabalho por acabar para entregar a 23. Lá se vão as minhas 8h de sono por noite.
Advinha-se uma semana muito dura e cheia de trabalho.
“Não faço ideia do que é estar longe da minha família
durante meses. O que é certo é que na faculdade se encontra imensas pessoas
nessa situação. Uma dessas pessoas está muito próxima de mim e ontem, já no fim
da noite, passou uma músicada Tuna da ESAS; OMG, a música é linda e tem uma
letra fantástica. Fiquei arrepiada ao ouvir aquilo agarrada a uma amiga.
Entretanto, olho para o lado e vejo um colega meu a chorar. Naquele instante
não percebi do que se passava mas depressa lhe perguntei e recebi a típica
resposta: “não foi nada, eu estou bem”, ao mesmo tempo que punha as mãos na cara
e chorava… Com o desenrolar da música (era a primeira vez que a estava a ouvir)
apercebi-me do que se passava; com a minha mão, limpei-lhe as lágrimas da cara e agarramos-nos a ele, para que sinta que tem ali amigos para o apoiar nestes
momentos mais difíceis. Foi difícil controlar-me, porque apesar de vir aos fins de semana a casa, tenho muitas saudades da vida que tinha e das pessoas que faziam parte dela todos os dias.” - Desabafo.
As nossas quintas-feiras são sempre uma animação, com tardes
de convívio, jantares e saídas pelo meio. Ontem foi mais uma dessas típicas
quintas-feiras; um pouco diferente das outras anteriores, mas muito especial,
como todas as outras.
Ontem foi dia de ir ver o meu Benfica à Associação de Estudantes da Faculdade e não poderia sair de lá mais triste. Mas wtv, Benfica it's Benfica.
"Uns chamam-nos doentes. Outros chamam-nos malucos. Outros chamam-nos fanáticos... É complicado explicar aquilo que sentimos quando se ganha, e aquilo que nos amarra quando se perde.
Hoje perdemos contra o Barcelona (bê...) e nós sabemos disso. Hoje estamos aziados. Hoje não queremos falar com mais ninguém.
Somos de um clube especial, somos de todos, um. O Benfica não é uma empresa. O Benfica é u
m mundo à parte que mora dentro de nós. O Benfica não são os jogadores. Esses passam por ele, trocam de camisolas, mudam as cores, mudam os símbolos e quase sempre, em todos eles, batem com o pulso no símbolo como se aquele fosse o clube do seu coração. Os jogadores passam, mas o símbolo fica. Mudem as cores da nossa camisola para Rosa, para Preto, para Branco, para Laranja. O símbolo nunca muda. O Benfica são os adeptos, somos nós. O Benfica são milhões de apaixonados por este mundo fora, os que vivem e os que já viveram. E quando dou por mim a pensar que um dia também vou morrer, conforto-me com a ideia de ter vivido toda a minha vida fazendo parte deste mundo tão especial, na certeza que no dia em que partir saberei que fiz parte de um mundo que é eterno. E esse mundo chama-se Sport Lisboa e Benfica. Onde os empates são como derrotas (daí dizer que sinto o empate de hoje como uma derrota) e onde as vitórias são tónicos de vida que nos ajudam a superar tristezas e a eternizar alegrias.
Um Benfiquista acredita sempre, mesmo quando sentimos que mais ninguém acredita em nós. Respeitem-nos, porque nós somos aquilo que os outros nunca conseguirão ser.
Uns chamam-nos doentes. Outros chamam-nos malucos. Outros chamam-nos fanáticos. Eu chamo Amor." de Guilherme Cabral.
A sério que eu adormeci outra vez? Ok, desta vez a culpa não foi minha. O telemóvel é que se desligou durante a noite (com falta de bateria) e não tocou o despertador, não percebo porquê, mas o certo é que não tocou e a primeira aula da manhã já se foi.
Agora vou-me despachar para ainda ir à segunda aula, não é que apeteça muito, pois esta chuva só dá vontade de ficar o dia todo na cama, mas tem que ser.